Ricardo Young na #SP17J

Relato em https://www.facebook.com/ricardoyoungvereador

 

Próximos passos

Ontem o Largo da Batata dispensou o vinagre. Dali da concentração do 5o ato contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, mais de cem mil pessoas partiram em múltiplas direções, de forma absolutamente pacífica, mostrando que cidadania e paz andam de mãos dadas. Com sede participação, as pessoas atravessavam a cidade a pé, como se pedissem as ruas de volta para si.

(E esse foi o grito principal: “vem! Vem! Vem pra rua, vem! Contra o aumento!”)

Ali ficou claro que a força policial era o que despertava a revolta e incitava a violência dos atos anteriores. A ausência de ofensiva da Polícia Militar, resguardada à função de garantia da manifestação e preservação do patrimônio público, mudou a cara do protesto. Foram seis horas de caminhada vibrante e alegre.

(E gritávamos: “que coincidência! Sem polícia, sem violência!”)

Sem microfones, palanques ou carros de som. Na era do Facebook, o movimento não tem uma liderança clara, nem segue as cartilhas tradicionais. Mas para o Brasil. E para porque chegou a hora de o país enfrentar dilemas radicais, simbolizados pelo colapso do transporte público e pela total falta de transparência com a destinação do dinheiro público.

(E sempre que passávamos em frente aos ônibus, impedidos de prosseguir devido à multidão que tomava as avenidas, o grito virava uma pergunta: “ei, motorista! Ei, cobrador! Me conta aí se o seu salário aumentou?”)

O próximo passo é abrir a caixa preta desse sistema, questionando a Prefeitura sobre o destino do dinheiro pago pelos passageiros e também sobre o 1,3 bilhão de reais que os contribuintes pagam em forma de subsídios às concessionárias e permissionárias dos ônibus.

Vocês já sabem que requeri a planilha de custos da SPTrans, através da Comissão de Trânsito e Transportes. No entanto, a questão vem se mostrando mais complexa e, por isso, hoje protocolaremos um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os contratos do transporte público em São Paulo.

Precisaremos do apoio de 19 vereadores para que a CPI seja instaurada. E para que ela seja bem sucedida, será preciso mais: que essas milhares de pessoas continuem mobilizadas, atentas e atuantes, para garantir que o elo mais próximo entre a cidade e o poder público funcione realmente como um aliado. Hoje ocupamos a cidade. Pelo resto do ano, também é preciso ocupar a Câmara Municipal.

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