Discussão sobre Plano Diretor – Sustentabilidade

Transcrição da fala do Ricardo Young na sessão ordinária de 27/11: Original

O SR. RICARDO YOUNG (PPS) – (Sem revisão do orador) – Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras, quero falar sobre a audiência pública, realizada ontem, sobre as questões ambientais do Plano Diretor Estratégico.

A audiência foi presidida pelo nobre Vereador Nabil Bonduki. Contamos com a presença de vários representantes dos movimentos ambientalistas e de sustentabilidade da cidade de São Paulo. O que tem impressionado é que há consenso por parte dos movimentos de que o Plano Diretor não contempla mesmo a questão da sustentabilidade, do meio ambiente. Todas essas ponderações e reflexões nos foram trazidas pela sociedade civil organizada. Há uma sensação de que se está colocando o pé na porta para que ela não feche de vez em relação à questão ambiental.

Um dos aspectos trazidos foi o fato de que o Plano Diretor Estratégico “não conversa” com a Lei das Mudanças Climáticas, e isso é gravíssimo. Sabemos que os objetivos da Lei das Mudanças Climáticas não estão sendo alcançados. E se essas metas não se articularem podemos ter situação muito desconfortável, uma situação de improbidade administrativa, uma vez que a Prefeitura não está cumprindo a lei. Faz-se urgente, portanto, a articulação do Plano Diretor Estratégico com a Lei das Mudanças Climáticas.

É importante nas audiências públicas que não haja negligência, agora que vamos aprofundar a discussão para o PDE. Estamos vendo uma série de problemas com os parques da cidade, pois além do Prefeito Haddad ter aberto mão do Plano de Implantação de Parques da cidade de São Paulo, percebe-se que um a um dos nossos parques está sendo negligenciado. A começar pelo Parque da Vila Brasilândia. Também houve uma discussão sobre o Parque Cemucam, onde está um dos viveiros mais importantes da Cidade. Agora, a sociedade civil organizada está toda mobilizada em torno do Parque Augusta, e a única resposta do Governo é que não há recursos para desapropriações e que parques não são prioridade.

Perguntem às suas famílias se parques, lazer, ar limpo, qualidade de vida e saúde não são prioridades. Então, estou bastante preocupado com esse banho-maria que o Plano Diretor Estratégico está dando em todos os ambientalistas da Cidade, e daqui a pouco vamos acordar com um verdadeiro pesadelo.

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Opinião:

Acho muito bom o vereador Ricardo Young trazer esse debate. Além de estar alinhado com os compromissos que ele firmou em campanha, a imprensa esta trazendo essa discussão, como a edição de hoje da Folha de São Paulo (29/11/2013) – Veja aqui. A boa notícia é que parece que haverá mudanças para corrigir estes pontos, vamos ficar de olho para saber se as mudanças serão suficientes para trazer o Plano Diretor para a lógica da sustentabilidade.

@rafascarvalho

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