Plano Diretor: a quem interessa sua não aprovação?

Estamos na eminência da entrada do recesso de julho na Câmara Municipal de São Paulo. Este foi um semestre onde os vereadores tiveram a oportunidade de discutir algo que afeta diretamente a vida e qualidade dos paulistanos: o plano diretor.

Ele organiza a forma como a cidade irá “crescer” e se desenvolver. É algo que esta diretamente ligado ao trânsito nosso de cada dia, qualidade de habitação, inclusão social, qualidade do ar, desenvolvimento sustentável (ou o não desenvolvimento sustentável), o preço dos imóveis, habitação popular, etc.

A votação do plano não esta andando como deveria. Todos querem um plano diretor que seja justo e viável. Mas justo e viável para quem?

Ontem, mais uma vez, falhou uma tentativa de aprovação da segunda votação do plano diretor. Diante de uma pressão do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que cercaram a CMSP, os vereadores se recusaram a abrir as sessões de ontem.

É claro que não haverá votação com esse tipo de pressão (eles queimaram um boneco do vereador Police Neto ontem!), e tenho certeza que os líderes do movimento sabem disso. As perguntas poderiam ser: será que os líderes realmente querem a aprovação do plano diretor? A quem interessa não votar o plano? Ou a quem interessa votá-lo sem a devida análise das mais 330 emendas? Perguntas que talvez nem Frank Underwood, o personagem de Kevin Spacey do seriado House Of Cards, teria estômago para responder. Na atual política, os opostos estão mais próximos do que imaginamos.

@rafascarvalho

Veja abaixo o relato do vereador Ricardo Young sobre o dia de ontem.

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Um comentário sobre “Plano Diretor: a quem interessa sua não aprovação?

  1. Realmente, a quem interessa? A nós com certeza mas, na política isso realmente interessa? Benefícios e vantagens a população ou aos governantes? É uma pena que nem todos os políticos hajam de forma correta e os MSTS da vida só querem tirar proveito da situação e muitas vezes quando são beneficiados de alguma forma convertem seus benefícios em dinheiro e gastam de outra forma seja para comprar carros ou gastar com outros itens supérfluos e não com moradia ou bem estar. Aqui na ZL é muito comum esse tipo de negócio, aptos do Singapura sendo trocados por carros ou barracos na favela. Ou seja tira-se o sujeito da favela mas não se tira a favela do sujeito.

    Enviado pelo meu Windows Phone ________________________________

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