Conversa com Ricardo Young (4) – Comissões

Continuando nossos comentários sobre a conversa com o vereador, perguntamos a ele quais as comissões dentro da Câmara Municipal que ele atuará.

As COMISSÕES são órgãos técnicos instituídos pelo Regimento Interno da Casa, destinados a elaborar estudos e emitir pareceres, representar a Câmara, dentre outras funções. É composta de pelo menos três membros, observada a proporcionalidade na representação de partidos ou blocos políticos. De acordo com o período de vigência pelo qual se instalam, podem ser: PERMANENTES: se ultrapassam legislaturas, apreciando matérias submetidas a seu exame ou TEMPORÁRIAS: se se encerram ao término da legislatura na qual foram criadas, apenas para o estudo de determinada matéria. Fonte

São nas comissões onde acontecem discussões sobre os projetos que irão (ou não) para votação, onde são ouvidos convidados e a população. É um Fórum importante (ou deveria ser) de discussão com os eleitores sobre os projetos. Ricardo Young disse que será indicado como titular para a Comissão de Planejamento, Trânsito e Política Urbana, onde será discutido o Plano Diretor – e como suplente ou na Comissão de Meio Ambiente ou na de Educação. Os trabalhos das comissões devem começar junto com a volta dos trabalhos “oficiais” da Câmara Municipal.

A proposta é trazer o desenvolvimento sustentável para a discussão do Plano Diretor.

Conversa com Ricardo Young (3) – Campanha

Continuando meus comentários sobre a conversa com o vereador Ricardo Young, falo sobre os comentários a respeito da campanha.

Há um fato: fazer campanha eleitoral é caro e necessita de financiadores. Em sua grande maioria, as doações são feitas através de empresas.

Em minha opinião, saber quem são os doadores de uma campanha, ajuda a entender qual o propósito e o interesse que ela busca.

Estudei as doações realizadas para a campanha de vereador do Ricardo Young e colhi alguns dados:

– o custo por voto foi R$ 22,20;

– apenas 9 empresas doaram para a campanha, representando 24% do total arrecadado;

– a maior doação foi feita pelo empresário Guilherme Leal (R$ 302.000,00);

– o vereador foi o único candidato a vereador apoiado pela empresa Fibria Celulose (R$ 80.000,00), que apoiou diversos outros candidatos a prefeito, mas apenas Ricardo Young como vereador.

Diante disso, perguntei algumas coisas para o vereador:

Um dos pontos discutidos foi a influência das empresas financiadores da campanha no mandato. Ricardo explicou que todos as doações foram legais e registradas (apesar de ter tido ofertas de doações “por fora”). As empresas que doaram já possuem um relacionamento com o Ricardo e um histórico de “compromisso com a sustentabilidade”. A campanha conseguiu ter este custo devido ao recall da campanha para o senado em 2010, além da presença de Marina Silva na campanha, caso contrário teria um custo maior. Sobre a influência dos financiadores, o vereador explicou que o gabinete está aberto para todos (inclusive não doadores) e todas as decisões são tomadas em conjunto com a equipe, sempre ouvindo todas as sugestões.

 

@rafascarvalho

Conversa com Ricardo Young (2) – Equipe do Gabinete

Continuando com a série sobre os temas abordados na conversa em 15/01/2013 com o vereador, quero fala bem rapidamente sobre a formação da equipe que compõe o gabinete.

Cada Gabinete dispõe de uma verba para o pagamento mensal pela mão-de-obra dos seus 18 assistentes parlamentares, que hoje é de R$ 106.452,03. Além desse montante, o vereador ainda dispõe de uma verba de R$ 17.287,50, conforme as Leis 13.637/03 e 14.381/07, para que o vereador possa custear despesas advindas das tarefas demandadas do mandato como serviços gráficos, correios, assinatura de jornais, deslocamentos por toda a cidade, materiais de escritório etc. – http://migre.me/cRyJR

Vejo este ponto como primordial, pois revela a importância que se dá ao mandato como um todo, e não somente à figura de poder que um vereador pode ter.

O primeiro ponto que o vereador me explicou, foi que a equipe não começou a ser formada agora, mas que ela vem do próprio processo eleitoral. Realmente percebi isso, pois muitos gabinetes ainda não estão funcionando dentro da câmara, ou ainda estão de forma muito inicial.

Um ponto relevante, que o próprio vereador levantou, foi que há sim uma expectativa de qualquer partido por cargos quando um parlamentar seu é eleito. Não foi negado que isso existe, mas o vereador quis mostrar que alguns pontos foram colocados como condicionantes para contratação de indicados pelo partido (PPS).

Boa parte da equipe foi escolhida pelo próprio Ricardo, percebi que já trabalham com ele há algum tempo. Para a “cota” do partido, Ricardo Young disse ter colocado algumas condições: tinham que acrescentar algo à equipe, e poderiam ser demitidos a critério do próprio vereador.

Com isso o vereador disse estar muito feliz com a equipe que montou. Eu solicitei a estrutura com os nomes e funções dos funcionários, assim que receber eu publico.

Minha percepção foi que a equipe formada esta bem alinhada e parece disposta a trabalhar. Como disse a eles, espero dar muito trabalho para eles para que eu possa fazer um bom acompanhamento do mandato. 🙂

@rafascarvalho

Conversa com Ricardo Young (1) – Diretrizes do Mandato

Ontem (15/01/2013) estive no gabinete do vereador para conversar sobre alguns pontos que achei importantes para este início de mandato. A conversa rendeu um áudio de quase 1 hora. Irei compartilhar algumas das minhas impressões da conversa, dividindo os temas conversados durante a conversa em alguns tópicos para não ficar cansativo. Ao final dessa série, irei disponibilizar o áudio completo da conversa.

No gabinete com o vereador

Hoje vou abordar sobre as diretrizes do mandato

Diretrizes do mandato

Questionei o vereador quanto às propostas apresentadas em campanha, onde foram discutidos conceitos amplos como sustentabilidade, ética, nova política, entre outros, e perguntei como se daria isso prática do mandato. Foi explicado que esses conceitos serão aplicados em todas as discussões dentro do parlamento. Como exemplo, o vereador explicou a posição que tomará sobre a proposta que o Executivo enviará sobre a Inspeção Veicular. Será levado em conta qual o impacto da proposta para a construção de uma cidade sustentável. Alguém que possui um veículo, já arca com gastos como estacionamento e lavagem de carro (exemplos usados pelo vereador), portanto arcar com uma taxa de cerca de R$ 50,00, que garantirá uma melhor qualidade de vida a todos, é viável. Além disso, o custo da “Não Inspeção Veicular” recairá sobre todos (quem tem carro e quem não tem), como maiores gastos com saúde. Outro exemplo apresentado se refere à liberação de alvarás irregulares para alguns empreendimentos imobiliários. Para que isso não ocorra, se buscará uma solução onde a venda dos imóveis só ocorra após a liberação dentro de todos os órgãos.

Com estes exemplos, o vereador quis mostrar como se dará na prática a aplicação dos conceitos apresentados em campanha.

Esta havendo uma mobilização para o lançamento de uma Frente Parlamentar que irá abordar esses conceitos de sustentabilidade dentro da Câmara Municipal, o vereador participará dela.

 

@rafascarvalho