Vereador Ricardo Young mexe no vespeiro

Pedro Venceslau   (pvenceslau@brasileconomico.com.br) 

20/06/13 12:00

“A CPI será boa para o prefeito. Interessa a ele saber exatamente para onde vão os recursos e estudar as planilhas”, diz o edil.

Ele emplacou ontem uma explosiva Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as concessões de ônibus na cidade.

Um dos mais fortes quadros políticos da Rede de Sustentabilidade de Marina Silva em São Paulo, o vereador Ricardo Young emplacou ontem uma explosiva Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as concessões de ônibus na cidade.

Ela deve ser instalada oficialmente na próxima terça-feira (25/6), depois de uma reunião do colégio de líderes da Câmara Municipal.

O clima das manifestações ajudou o parlamentar, que tem mantido contato com lideranças do MPL (Movimento Passe Livre), que pode abraçar a causa.

“As empresas são pouco transparentes. As planilhas delas são indecifráveis e herméticas até para especialistas”, disse Ricardo Young à coluna. Ele espera que comissão esteja funcionando antes do recesso de julho.

O vereador ambientalista já amealhou o apoio de quase todos os partidos da vereança paulistana. Só o falta o majoritário PT, mas ele está otimista.

“A CPI será boa para o prefeito. Interessa a ele saber exatamente para onde vão os recursos e estudar as planilhas”, diz o edil.

O fato de ter bom trânsito entre a oposição e o governo foi determinante para o sucesso da empreitada. E por falar em empreitada. A avaliação interna da cúpula da Rede de Sustentabilidade é que a ex-ministra Marina Silva crescerá muito nas próximas pesquisas de opinião.

Em vias de conseguir as assinaturas necessárias para criar seu partido, ela será a grande estrela do Fórum Mundial de Sustentabilidade, que começa sexta-feira, em Foz do Iguaçu.

A sombra verde, diga-se, é o principal temor dos escudeiros e estrategistas reeleitorais da presidente Dilma Rousseff.

Fonte: http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/vereador-ricardo-young-mexe-no-vespeiro_133251.html

Marina reúne apoiadores e descarta fazer concessões por novo partido

22/01/2013 – 23h02

DE SÃO PAULO

De olho na disputa presidencial de 2014, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva reuniu-se na noite desta terça-feira com apoiadores em São Paulo para discutir a criação de um novo partido político.

O encontro reuniu cerca de 350 pessoas, segundo estimativa dos organizadores, em um auditório na zona oeste da cidade. Ao chegar ao local, a ex-ministra, que foi candidata ao Planalto em 2010 pelo PV e recebeu quase 20 milhões de votos, foi recebida aos gritos de “Marina presidente”.

O evento foi organizado pelo Movimento por uma Nova Política, que surgiu em 2011, quando Marina deixou o PV após desentendimentos.

A ex-ministra falou ao público ao lado de apoiadores como o empresário Guilherme Leal, que foi vice em sua chapa em 2010, o vereador Ricardo Young (PPS), João Paulo Capobianco e o deputado Walter Feldman (PSDB).

O nome e o programa do partido ainda não foram definidos e serão discutidos em reunião marcada para o dia 16 de fevereiro, em Brasília. Para que a nova sigla participe da disputa em 2014, será preciso reunir 500 mil assinaturas até outubro.

Zé Carlos Barretta/Folhapress
Marina Silva fala durante encontro para discutir formação de novo partido político
Marina Silva fala durante encontro em São Paulo para discutir formação de novo partido político

Durante o encontro, Marina descartou fazer concessões para receber em sua nova sigla lideranças partidárias que não se alinhem com o ideário do movimento que a apoia. “Não se está fazendo adaptação de discurso para integrar pessoas de qualquer forma”, afirmou.

Questionada especificamente sobre o tucano José Serra, que avalia deixar o PSDB, Marina disse que dificilmente ele se enquadraria no perfil do novo partido.

“Essas lideranças têm tido muita dificuldade de entender a questão do desenvolvimento sustentável, e não é pelo que se diz, é pelo que se faz. A postura dessas lideranças em relação ao Código Florestal e outros retrocessos que estão acontecendo hoje. Dificilmente acho que teriam identidade programática”, disse Marina.

Feldman, que disse ter avisado o PSDB sobre seu apoio à nova sigla de Marina, afirmou que o processo de criação do partido será diferente da de outras siglas, pois a busca será por apoiadores dos ideias. “500 mil assinaturas são fundamentais, mas se forem 500 mil numéricos [sem apoio ideológico], não vale à pena”, disse.

O vereador Ricardo Young, que em 2010 estava no PV ao lado de Marina, disse não estar preocupado com o calendário eleitoral, mas pediu aos apoiadores que “arregacem as mangas para levantar a legenda”.

(NATÁLIA PEIXOTO)

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1218987-marina-reune-apoiadores-e-descarta-fazer-concessoes-por-novo-partido.shtml

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Comentário: A participação do vereador no evento demonstra o que Ricardo Young já disse em outras ocasiões: ficará no PPS até a criação do novo partido da Marina (veja aqui e aqui). Acho o troca-troca de partido um dos males da política brasileira, mas nesse caso específico há um histórico, e em minha opinião não podemos caracterizar essa possível troca de partido como o tradicional “troca-troca”.