Plano Diretor aprovado; Ricardo Young vota favorável

Depois de uma longa e necessária discussão, o plano diretor foi aprovado ontem na CMSP. Acompanhei apenas o final do processo, mas acredito que o vereador Ricardo Young participou de forma ativa e interferiu de forma positiva para o final de todo o processo. Não faria sentido votar contrário, mesmo com os possíveis problemas que existem no resultado final. Já fiz uma crítica ao vereador no processo de aprovação da Operação Urbana Água Branca, no qual diante de todas as críticas que foram feitas ao projeto, seria mais coerente o voto contrário. Como no plano diretor o processo foi transparente e amplamente democrático, como inclusive emendas do vereador Ricardo Young incorporadas ao projeto, o voto favorável se mostrou coerente com o mandato.

@rafascarvalho

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Conheça mais sobre o Plano Diretor: El País: São Paulo desenha seu futuro até 2030

Texto do Vereador sobre a aprovação: Plano Diretor aprovado tem voto favorável de Young: “avançamos na sustentabilidade”

Direto do Plenário sobre a aprovação:

Discussão sobre Plano Diretor – Sustentabilidade

Transcrição da fala do Ricardo Young na sessão ordinária de 27/11: Original

O SR. RICARDO YOUNG (PPS) – (Sem revisão do orador) – Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras, quero falar sobre a audiência pública, realizada ontem, sobre as questões ambientais do Plano Diretor Estratégico.

A audiência foi presidida pelo nobre Vereador Nabil Bonduki. Contamos com a presença de vários representantes dos movimentos ambientalistas e de sustentabilidade da cidade de São Paulo. O que tem impressionado é que há consenso por parte dos movimentos de que o Plano Diretor não contempla mesmo a questão da sustentabilidade, do meio ambiente. Todas essas ponderações e reflexões nos foram trazidas pela sociedade civil organizada. Há uma sensação de que se está colocando o pé na porta para que ela não feche de vez em relação à questão ambiental.

Um dos aspectos trazidos foi o fato de que o Plano Diretor Estratégico “não conversa” com a Lei das Mudanças Climáticas, e isso é gravíssimo. Sabemos que os objetivos da Lei das Mudanças Climáticas não estão sendo alcançados. E se essas metas não se articularem podemos ter situação muito desconfortável, uma situação de improbidade administrativa, uma vez que a Prefeitura não está cumprindo a lei. Faz-se urgente, portanto, a articulação do Plano Diretor Estratégico com a Lei das Mudanças Climáticas.

É importante nas audiências públicas que não haja negligência, agora que vamos aprofundar a discussão para o PDE. Estamos vendo uma série de problemas com os parques da cidade, pois além do Prefeito Haddad ter aberto mão do Plano de Implantação de Parques da cidade de São Paulo, percebe-se que um a um dos nossos parques está sendo negligenciado. A começar pelo Parque da Vila Brasilândia. Também houve uma discussão sobre o Parque Cemucam, onde está um dos viveiros mais importantes da Cidade. Agora, a sociedade civil organizada está toda mobilizada em torno do Parque Augusta, e a única resposta do Governo é que não há recursos para desapropriações e que parques não são prioridade.

Perguntem às suas famílias se parques, lazer, ar limpo, qualidade de vida e saúde não são prioridades. Então, estou bastante preocupado com esse banho-maria que o Plano Diretor Estratégico está dando em todos os ambientalistas da Cidade, e daqui a pouco vamos acordar com um verdadeiro pesadelo.

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Opinião:

Acho muito bom o vereador Ricardo Young trazer esse debate. Além de estar alinhado com os compromissos que ele firmou em campanha, a imprensa esta trazendo essa discussão, como a edição de hoje da Folha de São Paulo (29/11/2013) – Veja aqui. A boa notícia é que parece que haverá mudanças para corrigir estes pontos, vamos ficar de olho para saber se as mudanças serão suficientes para trazer o Plano Diretor para a lógica da sustentabilidade.

@rafascarvalho

Programa Papel Zero

Na minha opinião faltam duas coisas para o programa Papel Zero ser efetivo. Treinamento e interesse, e não necessariamente nessa ordem. Hoje, na reunião do Colégio de Líderes, toda a pauta estava impressa em papel, nada de documentos digitais. O gabinete do vereador Ricardo Young se posicionou como já adaptada ao programa e nos disse que utiliza documentos digitais sempre que possível, é bom lembrar que a própria CMSP ainda solicita muita coisa em papel!

@rafascarvalho

— Via Ricardo Young

Bom dia!
Entre a economia e a eficiência

Desde o ano passado, a Câmara Municipal vem colocando em prática o plano de reduzir o uso de papel nos processos administrativos da Casa através do programa Papel Zero. Uma das iniciativas desse projeto é o Plenário Digital, sistema que visa digitalizar as sessões parlamentares e que está sendo utilizado desde agosto do ano passado.

A decisão é mais do que bem vinda, não só pelo aspecto óbvio da economia de papel e da agilidade no tráfego de informações, mas também pelo fato de manter a Câmara tecnologicamente equipada para uma gestão
transparente. Os maiores ganhos são a clareza, o acesso e a rapidez.

Entretanto, é necessário pensar que a falta de preparo dos vereadores e suas equipes pode atrapalhar ou até mesmo obscurecer esses processos.

Se os parlamentares têm acesso ao plenário digital, mas não recebem nenhum treinamento para utilizar todos os recursos oferecidos, ou mesmo não possuem nenhuma familiaridade com eles, o resultado obtido pode até ser inverso ao que se desejava.

Os tablets e o acesso online à Câmara Digital vão facilitar muito o trabalho dos vereadores, mas eles necessitam ter conhecimento à altura da tecnologia para realizar suas funções com mais eficiência.